domingo, 18 de setembro de 2011

Da confiança que cega

Acompanhei na globonews a reapresentação do Fantástico e assisti à reportagem sobre a reconstituição dos últimos minutos da Juíza assassinada.

Desnecessário dizer que o comprometimento com o trabalho é virtude inatacável. No entanto, arriscar-se como essa senhora fez é absolutamente desaconselhável. Sair de um fórum em São Gonçalo, às 23:15 h, de uma sexta-feira, sozinha, para dirigir cerca de 30 km até em casa, em um carro comum, sendo Juíza Criminal, tendo condenado diversos policiais e já recebido ameaças de morte é crer, demais, no bom-senso desses mesmos condenados e processados, imaginando-os capazes de saber que, de um crime desse quilate, não sairiam incólumes como de costume.

Aparentemente, seu tamanho empenho para a tarefa judicante cegou-a para aspectos que, se relevados, podem impor como Sentença a interrupção da própria vida, como aconteceu. Terrível.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Teatro dos Vampiros

Poderia ter incluído no texto anterior: poucas coisas são mais noturnas que vampiros, aqueles de Hollywood, claro. Os reais estão por aí, a qualquer hora.


O vampirismo é tema recorrente na arte e na imaginação de todos. "O Teatro dos Vampiros", embora possa lembrar a passagem da obra de Anne Rice, na qual um grupo de vampiros forma um grupo teatral - levada para o cinema no filme "Entrevista com o Vampiro" - , remete inegavelmente à famosa e homônima música do Legião Urbana. Eu, adolescente dos 80's, dificilmente deixaria de ser um fã.


Teatro dos Vampiros, a música, sempre me chamou a atenção. Fala diretamente, como diversas outras músicas de Renato Russo, de questões atemporais, concernentes, mas não somente, à juventude. A insegurança, a solidão, a dúvida de achar "que não sei quem sou, só sei do que não gosto". Tal frase sempre me intrigou, por sua construção e pelo novelo que expressa, como o avesso do avesso do avesso do avesso do Caetano. "Acho que não sei quem sou". Não sei quem sou, seria dúvida "aceitável". Mas é pouco. Na verdade "acho que...". Portanto, nem sei se não sei quem sou! Mas, ao menos, sei do que não gosto. E é só o que sei.


E foi além o Renato. Aí, servindo como alerta para todos, aos 10, 30, 50 ou 100 anos, afirmou que "o que é demais nunca é o bastante", o que me faz lembra de um pequeno livro da infância, daqueles que líamos na escola primária, "O Rei de quase tudo".


O rei, muito poderoso, tinha tudo. Mas tudo não lhe bastava e, então, mandou aprisionar todas as árvores dos campos, todos os cantos das aves e tudo mais o que lhe viesse à cabeça. Porém, ainda sentindo que não possuía tudo, insatisfeito, determinou o aprisionamento de todo o céu e todas as estrelas. Então, ao sair do castelo, viu que já não havia mais nada, só um total negrume. E só aí descobriu que teria tudo se as coisas fossem livres (o que me remete a The Police, "If you love somebody set them free") e compartilhadas com todos.


Resumo da ópera: Umas meninas me ensinaram quase tudo o que eu sei. Mas uns livrinhos também.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Nuit, Notte, Nacht, Noche, Night

Noite...

Mistérios, perigos, descanso, segredos, romance.

Essas e muitos outras ideias e conceitos derivam desta metade do dia. Suscita o que há de bom. Ou não. Mas não nos deixa indiferentes.

"DizCobertas", porque esse e todos os textos que virão provavelmente serão gerados (ditos) nessas horas tardes, horas das cobertas falarem...
Às descobertas!

Avante!